
Tudo o que eu queria nesse momento era um bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Hummm...
Muitos anos depois, minha mãe foi ao dermatologista e ele indicou que ela usasse Episol nas manchas que ela tem nas mãos. Minha mãe comprou o tal Espisol sem saber que era protetor solar. Como ela nunca foi de usar essas coisas, nem de se cuidar muito, o protetor ficou enconstado por um bom tempo. Mais precisamente até o próximo verão, aí eu peguei emprestado. O protetor solar é caro, mas não tem cheiro, é livre de óleo, não fica melado nos braços e quando a gente sua, a cara não escorre. Maravilha! Depois que esse tubo acabou, resolvi comprar um mais barato. Fui de Nívea. O Nívea não serve pra usar no rosto. O rosto começa a suar e dá pra sentir as gotículas de suor na testa, no buço, um horror! Quando acabou, comprei um da Natura, muito bom pra usar no rosto. Quando acabou, comrpei o tal Solar Expertise da L´Oréal, em gel creme. No corpo, tudo bem, mas no rosto, melava e escorria um bocado. Aí acabaram todos, então fui às compras no sábado. Comprei outro da L´Oréal, dessa vez em loção. Espalha muitíssimo mais fácil, fica levemente menos melado e não é tão desconfortável pra usar no rosto. E como eu acho que passar protetor solar diariamente é um investimento a longo prazo em mim, abusei e comprei o Episol water gel, só pro rosto. É meio caro, mas o investimento vale a pena. O rosto fica sequinho, nem parece que passei protetor solar!
E minha irmã não usa filtro solar porque ela diz que dá espinha. Claro, ela só usa Sundown e Coppertone, e os dois são super oleosos. Infelizmente a maioria dos brasileiros ainda pensa assim. Não passa protetor solar diariamente porque incomoda, mas não usa um que seja adequado por causa do preço. O preço, muitas vezes, é tratar um câncer de pele ou então fazer tratamentos estéticos muito caros pra tirar manchas depois.

















Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos!
O meu verso é bom
Frumento sem joio
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas . . ."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei" - "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!"
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- "A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo."
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas:
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;
Lá, fugindo ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio.
Manuel Bandeira
